Vaquejada em Palmeira dos Índios, AL, é adiada após ação na Justiça

MP e Defensoria alegam maus-tratos a animais e pedem cancelamento. Evento começaria hoje, mas organização resolveu esperar decisão judicial.

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Organizadores da “25ª Vaquejada Ulisses Miranda 2016”, em Palmeira dos Índios, município do Agreste alagoano, decidiram adiar o evento que iria começar na tarde desta quinta-feira (10). O motivo é o impasse judicial após o Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL) e a Defensoria Pública ingressarem com uma ação para cancelar a vaquejada.

Segundo o vice-presidente da Associação Alagoana dos Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ALQM), Henrique Carvalho, que organiza o evento, eles decidiram aguardar a decisão judicial sobre o assunto.

“Começaria hoje pela manhã, mas como houve esse questionamento, sugerimos que se inicie amanhã, após pronunciamento da juíza, que acreditamos que será favorável à vaquejada”, disse Cavalho.

A vaquejada, uma tradição cultural nordestina na qual um boi é solto em uma pista e dois vaqueiros montados a cavalo tentam derrubá-lo, vem gerando polêmica em todo o país desde que uma decisão do Supermo Tribunal Federal (STF) considerou a prática inconstitucional.

A ação civil pública ambiental movida pelo MP alega que participantes da vaquejada praticam atos que caracterizam maus-tratos contra animais, uma vez que lhes causam sofrimento, principalmente quando ocorre o puxão da cauda e a queda provocada pelo vaqueiro.

A reportagem do G1 tentou contato com a juíza Clarissa Mascarenhas, que aprecia a ação, mas as ligações não foram atendidas.

A AVAQ garantiu que não permite maus-tratos durante as competições, inclusive punindo quem cometer esse tipo de infração. Disse ainda que caso a juíza decida por cancelar o evento, a Associação vai recorrer.

A ALQM diz também que a decisão do STF vale somente para o estado do Ceará, e que o Conselho de Medicina Veterinária de Alagoas é favorável à prática do esporte, garantindo que os animais não sofrem danos durante a prova.

A associação ressalta também que está aberta a esclarecer a extinguir eventuais dúvidas ou até mesmo o preconceito que a vaquejada sofre, o que pode prejudicar a coletividade que depende da prática para se sustentar.

g1

10/11/2016

 

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