Reino Unido vai às urnas em meio a tensão após atentados

Reino Unido vai às urnas em meio a tensão após atentados

Os dois principais candidatos a chefe de governo do Reino Unido já votaram nesta quinta-feira (8) nas eleições gerais. Cerca de 46,9 milhões de britânicos estão inscritos nos cerca de 40 mil colégios eleitorais. As seções de voto, que abriram das 7h locais (3h de Brasília), funcionarão até as 22h (18h em Brasília).

A votação acontece em um país abalado por três ataques reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI) que fizeram 35 mortos em menos de três meses, informa o G1.

Cinco dias após um ataque que deixou oito mortes na capital, as medidas especiais de segurança foram implementadas em Londres para permitir a rápida resposta das forças policiais.

Ao lado do marido, May votou em Sonning, no Condado de Berkshire, nesta manhã. Ela não fez nenhuma declaração aos meios de comunicação que aguardavam sua chegada.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, convocou antecipou as eleições gerais, alegando que queria maioria qualificada para negociar a saída do Reino Unido da União Europeia. May contava com estreita maioria de 17 assentos no Parlamento para evitar qualquer “rebelião” contra o seu projeto de Brexit, de acordo com a France Presse.

Nesta época, as pesquisas apontavam uma ampla vantagem ao seu partido, mas que foi sendo reduzida durante a campanha. A última pesquisa do instituto You Gov para o “Times”, de 5 a 7 de junho com 2.130 pessoas, apontava os conservadores com 42% dos votos contra 35% para os trabalhistas, segundo a AFP.

O impacto dos atentados sobre a votação é difícil de avaliar. Se os conservadores são, de acordo com analistas, considerados “mais fortes” em questões de segurança, passaram a ser criticados por não impedirem tais ataques e por suprimirem 20 mil postos policiais desde 2010.

Jeremy Corbyn, de 68 anos, um veterano da ala esquerda do Labour, não questiona “a realidade do Brexit”, aprovada em referendo. Mas ele quer adotar um tom mais conciliador com Bruxelas do que o proposto por May e manter o acesso ao mercado único europeu.

08/06/2017

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