Polícia investiga morte de motociclista baleado durante operação no Centro do Rio

Polícia investiga morte de motociclista baleado durante operação no Centro do Rio

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A Polícia Civil investiga a morte de Dyego Henrique Sales Viana, de 26 anos, que foi baleado no início da noite desta quarta-feira, no bairro de Santo Cristo, no Centro do Rio. O jovem foi atingido por um tiro no momento em que era realizada uma operação policial nos morros do Pinto e da Providência. Segundo parentes, os PMs que atingiram o motociclista disseram que ele não parou numa blitz e atirou contra uma viatura. A família, no entanto, afirma que Dyego era inocente.

— Ele é trabalhador e pai de família. Nunca se envolveu com coisa errada e nunca teve arma. Trabalha de carteira assinada como manobrista em um hospital. A documentação da moto e a carteira de habilitação dele estão em dia, então ele não teria motivo para fugir da blitz. Mataram meu irmão covardemente. E quando cheguei lá ainda vi um policial tentando forjar um auto de resistência — diz Diógenes Henrique Sales Viana, de 28 anos, irmão da vítima.

A mãe de Dyego, Cremilda Sales Viana, ainda estava em estado de choque, na manhã desta quinta-feira, enquanto resolvia as pendências para a liberação do corpo do filho no Instituto Médico-Legal, no Centro do Rio.

— Quando eu cheguei, ele estava no chão. Mataram meu filho — lamentou.

Mais cedo, naquele mesmo dia, Dyego foi à praia com a família e amigos. Ele chegou a publicar algumas fotos do passeio em sua conta no Facebook. Segundo parentes, o jovem entraria de férias em dezembro e, no momento em que morreu, estava a caminho da rodoviária para comprar passagens para o Maranhão. Ele deixa a mulher e uma filha de dois anos.

— Os três moravam junto com a mãe e o irmão do Dyego, na comunidade do Fallet, todos na mesma casa. Era Dyego quem pagava a maior parte do aluguel — conta Alexia, sobrinha da vítima, acrescentando que ele sonhava em ingressar para as Forças Armadas: — Ele se alistou para ser paraquedista do Exército, mas acabou indo para a reserva. O sonho dele era ser militar. Ele foi morto pela mesma farda que queria usar.

Quando o motociclista foi baleado, agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil (Core) estavam em dois morros nas imediações do Santo Cristo: no Morro do Pinto e no Morro da Providência. Segundo a polícia, a core foi chamada pra ajudar agentes da Divisão de Homicídios (DH) da capital, atacados por traficantes durante uma investigação.

Em nota, a Polícia Civil afirma que dois suspeitos foram presos, um deles baleado durante a ação. Ambos foram levados à Central de Garantias, na Cidade da Polícia, no Jacaré. Na ação, os agentes apreenderam uma granada e um rádio transmissor. A corporação não respondeu se alguém foi morto na operação. Sobre a morte de Dyego, a Polícia Civil disse que está apurando os detalhes. A Polícia Militar não se manifestou.

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03/11/2016

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