PM é flagrado dormindo dentro de viatura durante expediente

Corporação alega que o agente havia passado mal e que esperava por ajuda

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Um policial militar foi flagrado dormindo dentro de uma viatura em horário de expediente no último domingo (25), na região do Lago Norte, no Distrito Federal. Segundo informações do portal Metrópoles, um morador que não quis se identificar filmou o agente desacordado dentro do carro.

Após a divulgação das imagens, a assessoria de comunicação da Polícia Militar informou que “o policial em questão foi identificado e esclareceu à Corregedoria que estava em deslocamento para o serviço, uma hora antes, quando se sentiu mal e chamou ajuda de um colega. Enquanto esperava, acabou desfalecendo. O policial trata de problema de convulsões. A Corregedoria já investiga o caso e o policial foi afastado do serviço operacional. A escala dele naquele dia era de 10h às 18h”.

A corporação afirma, ainda, que o agente, identificado como subtenente Evandro, ia para um serviço voluntário, que consiste em dar expediente para reforçar o efetivo em troca de benefício financeiro. No WhatsApp, circula uma mensagem que teria sido escrita pelo agente.

Por volta das 8h, enquanto aguardava um colega para assumir o serviço voluntário, que começaria às 10h, no Paranoá, passei mal dentro da viatura. Alguma alma filmou e maldosamente divulgou, dizendo que este policial estava dormindo dentro da viatura. Quem me conhece sabe que sou sempre atento ao meu serviço e fiel à corporação. A minha ficha responde por mim. Lá consta também que sempre tive esse terrível problema de desmaio. Tomo remédios há mais de três anos”.

No entanto, na opinião do especialista em segurança pública George Felipe Dantas, se o policial precisa de remédios para convulsões, não deveria atuar na rua, lidando com armas.

“Quem está dopado não pode estar com uma arma na cintura, né? O que acontece é que, na PM, você tem gradações no quadro de saúde. Pelas imagens, eu posso ver que ele é um policial de nível médio, como mostra o símbolo na farda, com 25 a 30 anos de carreira. Se ele fosse epiléptico, não estaria na rua. Eu acredito, no entanto, que ele pode ter problemas de coração, de postura e psicológico. É um policial em fim de carreira, adoecido pelo serviço e com uma carga extensa de trabalho”, opina.

noticiasaominuto

27/09/16

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