Pai de Eric Ferraz quer condenação máxima a acusado do assassinato

Modelo foi morto em uma festa de réveillon, na cidade de Viçosa, em 2012. Dois irmãos são acusados; julgamento de um deles será nesta quarta-feira.

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O primeiro julgamento do caso Eric Ferraz, modelo assassinado no dia 1º de janeiro de 2012, finalmente deve acontecer. Dois irmãos são acusados do crime, mas só um vai a júri popular nesta quarta-feira (9), no Fórum da Capital, em Maceió. O pai da vítima diz esperar a “condenação máxima”.

O modelo Eric Alexandre dos Santos, conhecido profissionalmente como Eric Ferraz, foi morto em uma festa de réveillon, no município alagoano de Viçosa. Judarley Leite de Oliveira e o irmão, o policial civil Jaysley Leite de Oliveira foram acusados, mas uma série de entraves no processo, incluindo pedidos de desaforamento, adiaram o julgamento deles.

Dessa vez, a família do modelo acredita que haverá condenção. “Estamos há quase cinco anos esperando que a justiça seja feita. Sei que nada vai trazer nosso Eric de volta, mas estamos confiantes na condenação máxima”, afirma o pai de Eric, Edglenes Santos.

O júri será conduzido pelo juiz John Silas da Silva, titular da 8ª Vara Criminal. Testemunhas afirmaram à época que Jaysley paquerou a namorada do modelo, e isso teria iniciado o conflito.

Segundo a acusação, Judarley deu um soco em Eric e logo depois Jaysley efetuou os disparos de arma de fogo contra a vítima, que foi atingida por três tiros. Uma outra pessoa, identificada como Érica Ferreira da Silva, ficou ferida. Judarley, que confessou ter atirado na vítima, está preso pelo crime.

A defesa da família do modelo diz que sustenta a tese do Ministério Público e que os acusados agiram em comum acordo para acabar com vida de Eric. “Não houve briga e as testemunhas confirmam isso. A vítima foi atingida nas costas e na frente, sem qualquer chance de defesa”, afirma o advogado Raimundo Palmeira.

Desaforamento
Judarley deveria ter sido julgado em abril deste ano, mas uma liminar suspendeu o julgamento por causa do pedido de desaforamento feito pela família, que não queria que o júri acontecesse em Viçosa.

Eles tinham medo que os acusados exercessem influência sobre os jurados. Em junho, o Pleno do Tribunal de Justiça autorizou o desaforamento, mas apenas para Judarley.

A decisão não foi a mesma para o julgamento de Jaysley. O juiz Ney Costa Alcântara negou o pedido de desaforamento formulado contra o réu por entender que não foram apresentados motivos concretos que possam afetar a decisão dos jurados.

g1

09/11/2016

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