Maurício Quintella: Governo estuda privatizar Infraero em partes

Abertura de capital de parte da estatal também está em análise

O governo federal estuda opções para privatização da Infraero, incluindo a venda de partes da empresa e a concessão em blocos de aeroportos, e já decidiu pela cisão da área de torres de controle numa nova empresa pública, disse nesta terça-feira (6) o ministro dos Transportes, Maurício Quintella.

Na véspera, fontes disseram à Reuters que o governo estava acelerando estudos para a estatal aeroportuária, que acumula prejuízos bilonários nos últimos anos. Informou a Reuters.

“O governo está estudando se privatiza ela toda ou se concede partes”, disse Quintella à Reuters, após reunião na Casa Civil para tratar do assunto.

Segundo o ministro, uma das ideias em análise é dividir a empresa em até seis partes, divididas por regiões geográficas, vendendo-as separadamente e colocando dentro de cada bloco as concessões dos aeroportos das respectivas regiões sob controle da estatal.

Outra opção é privatização ou concessão de parte da empresa, e a abertura de capital do restante, disse.

Uma nova reunião deve ocorrer em cerca de 15 dias para voltar a tratar do assunto. Quintella acredita que alguma solução deve ser alcançada até julho.

Quintella também confirmou conteúdo da reportagem da Reuters de que o governo pretende criar uma nova estatal para ficar com os ativos da Infraero ligados à área de navegação e que se chamaria Nav Brasil.

“Isso já é certo. É um processo bem menor, os militares concordam”, disse Quintella, afirmando que a ideia é que a nova empresa seja criada por meio de Medida Provisória.

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, participou da reunião e confirmou que os estudos envolvem um cenário de privatização, mas ponderou que neste momento as hipóteses mais fortes envolvem a concessão de aeroportos em blocos.

Segundo Quintella, a área econômica do governo hoje prefere a solução da privatização, pois do ponto de vista fiscal a ideia de privatização seria mais efetiva.

“Eles defendem uma posição mais forte de privatização”, disse o ministro.

07/06/2017

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