Donos de cinquentinhas protestam contra cobrança de taxa em Maceió

Grupo reclama dos preços de retirar a guia para dirigir ciclomotor. Eles saíram do Jaraguá em direção a Avenida Fernandes Lima, no Farol.

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Donos de motocicletas de 50 cilindradas, as chamadas “cinquentinhas”, realizam uma mobilização na manhã desta quarta-feira (9), em Maceió. Eles se concentraram no estacionamento de Jaraguá e seguiram em direção à Avenida Fernandes Lima, no bairro do Farol, para protestar contra as taxas cobradas para a habilitação, que se tornou obrigatória.

Desde o dia 1º de novembro, quem conduzir cinquentinhas sem habilitação é multado. Com a mudança na legislação, os condutores podem escolher entre a Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC), habilitação específica para esse meio de transporte, ou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do tipo A, que é a mesma de motos e também válida para as “cinquentinhas”.

De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Detran-AL), Alagoas tem 340 veículos registrados, mas apenas uma pessoa procurou o órgão para se regularizar.

De acordo com o presidente da Associação dos Condutores de Ciclomotores de Alagoas (ACCA), Wilson de Oliveira, o grupo não é contra a exigência, mas reivindica preços proporcionais ao valor do veículo. Eles também pedem que analfabetos sejam autorizados a dirigir o ciclomotor.

“Temos 40 mil cinquentinhas no estado. Destas, 30 mil são de analfabetos. Eles precisam do veículo para trabalho e não podem ser punidos por não saber ler”, falou.

Os condutores querem que o governo do estado proporcione uma tarifa social para quem comprovar tem baixa renda. “Para tirar a autorização temos que pagar a taxa do detran e da autoescola e isso fica entre 680 a 900 reais. Trabalho como eletricista é só consigo atende clientes com a motocicleta”, disse o motociclista Luciano Abílio dos Santos, 42.

g1

09/11/2016

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