Assistência a potenciais suicidas é debatida em palestra no HGE

Hospital é responsável por atender pessoas que atentam contra a própria vida

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No mês de conscientização sobre a prevenção do suicídio, o Hospital Geral do Estado (HGE) promoveu uma palestra voltada para os profissionais da unidade. Responsável por atender as pessoas que tentam tirar a própria vida, o hospital evidenciou os cuidados prestados a potenciais suicidas.

Intitulada ‘Dia Amarelo’, a ação trouxe o psicanalista Avimar Júnior, membro do Centro de Amor à Vida (Cavida) e a enfermeira Alessandra Viana, responsável pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica do HGE.

Avimar Júnior destacou a relevância da humanização no cuidado às pessoas que tentam o suicídio. “É uma pessoa cuidando de outra. Não podemos esquecer isso. É importante se colocar no lugar do outro. A hombridade é fundamental no tratamento desses pacientes. Não se deve agir somente baseado em protocolos”, salientou o psicanalista.

Alessandra Viana apresentou os dados de atendimentos às vítimas no HGE. Segundo a enfermeira, no período de 2014 a junho de 2016 foram registrados 2.496 casos de violência de notificação compulsória. As tentativas de suicídio representaram a segunda causa mais frequente de violência atendida, sendo 171 casos em 2014, 175 em 2015 e 85 até junho deste ano.

As drogas e os venenos estão entre os métodos para o suicídio mais predominantes. O segundo meio mais adotado pelos pacientes atendidos no HGE que atentaram contra a própria vida foram os objetos perfurocortantes.

Os dados são do Sistema de Informação de Agravo de Notificação (Sinan), que revelam ainda uma maior proporção de casos em pessoas do sexo feminino. Em 2014 foram 124 mulheres para 47 homens; em 2015, 105 mulheres para 70 homens e, até junho de 2016, 55 mulheres para 30 homens.

Neide Brandão – Agência AL

27/09/16

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