Oléo nas praias: Marx Beltrão quer mais agilidade na apuração e indicação de responsáveis

Mais agilidade na apuração das origens e na indicação dos culpados, mesmo se levando em conta a complexidade na investigação sobre o desastre ambiental que está causando prejuízos incalculáveis no litoral no nordestino. Esta é a bandeira que vem sendo defendida pelo deputado federal Marx Beltrão (PSD), coordenador da bancada alagoana em Brasília. Ao Repórter Maceió, Beltrão reafirmou a necessidade de se identificar as causas e os responsáveis pelo problema.

“É claro que a apuração de um de desastre desta magnitude deve ser feita com muita responsabilidade, cautela, rigor científico e imparcialidade. Mas ela não pode ser morosa, demorada, arrastada. O dano está sendo muito grande. O meio ambiente está sofrendo de modo incalculável. O problema já causa reflexos no turismo. E as cidades litorâneas não sabem mais como fazer para limpar suas praias, nem conhecem a real extensão do dano. Uma força tarefa foi montada pela União, mas as ações precisam ser mais rápidas”, afirmou o parlamentar.

Há dez dias, em requerimento destinado ao ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, Marx Beltrão pediu explicações formais ao Ministério do Meio Ambiente sobre as manchas de óleo que vem sendo encontradas nas praias de Alagoas nas últimas semanas. Nesta quinta-feira as manchas de óleo que estão afetando o litoral do Nordeste chegaram à cidade turística de Maragogi, norte de Alagoas. A cidade é conhecida por possuir o maior conjunto de piscinas naturais do estado e ser considerada umas das praias mais paradisíacas de todo o Nordeste.

“Precisamos saber o que está causando este desastre ambiental e para isso pedi explicações ao Ministério do Meio Ambiente. Este fato é grave e está trazendo prejuízos ambientais incalculáveis a Alagoas e aos demais estados do Nordeste. O governo precisa apurar as causas e responsabilizar os culpados” disse Marx Beltrão quando protocolou o requerimento ao ministro do Meio Ambiente.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sobrevoou a Região de Preservação (APA) das Costas dos Corais, que fica localizada no litoral Norte de Alagoas, para conferir a dimensão do desastre ambiental provocado pelas manchas de petróleo cru. Maragogi já entrou no relatório do Ibama, que aponta que 23 locais de 12 municípios já foram atingidos em Alagoas. A lista ainda não inclui o município Porto de Pedras, invadido pelo óleo nesta tarde. Em todo o Brasil, já são 160 praias afetadas.

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